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Minha Vida Sux
       
E qual será a marca do seu próximo celular?Help Darfur


Sábado, Maio 10, 2008
Trata-se de uma sociedade para a qual a BELEZA cumpre função secundária e dispensável. Aqueles que se ocupam da beleza têm, portanto, função secundária e dispensável.

Geraldo Vandré


Balbuciamos que nos empenháramos por um novo céu e uma nova terra, mas eles se limitaram a nos agradecer gentilamente e fizeram a sua paz.

T. E. Lawrence, Os 7 Pilares de Sabedoria

Por que os homens lutam obstinadamente por sua servidão, como se ela os fosse salvar?

W. Reich

Por que? Por quem? O que você se permite deixar para trás, na estrada? E o que mantêm, o que leva nesse container quente chamado alma? Ritos de iniciação, aldéias de tais pequenos seres que dançam por dentro, alecrins polipartidários e velhos bufões, caminhantes. Não basta ir. É preciso, como disse Levy - percorre-lo com a mesma disposição espiritual e física que ele, sempre mantendo-se ao lado direito do motorista - ser mais que a estrada o seu diapasão natural, porque no ponto de interseção entre a beleza, a verdade e o amor (e escrevi isso originalmente hoje, para ela, em uma carta) é esta fonte mágica que Galeno e outros buscaram incansavelmente no ponto do cérebro que a alma se enfia, este ponto/momento (infinito!!!) onde a estrada/horizonte é (infinito!!) miríades de osásis que então areia (infinito!) e o bojo de vida ao redor, ao redor do ponto, o corpo todo frágil e mundano, o corpo pálido e magro e inquieto, este termina, neste me entrego, e todo o resto infinito, corro e vou e desafio e morro.


A perestroika ocidental, quem terá peito para começar?

Ei, você, por que está aí legitimando um mundo que na verdade quer desconstruir?

Quantas memórias irá abarrotar no baú até dar-se conta que ele é infinito?

A dor é inevitável. Nenhuma escolha é.

O que eu compreendi foi que os seres se entendem pela paixão. Pela paixão que compartilham acerca daquele pequeno pedaço de mundo a qual amam. E eu, que tenho a paixão de um Sartre, a melancolia de um Kierkegaard e o fascínio de um Heidegger, eu, que cruzei pela área de exatas, biomédicas e humanas e que não me encontrei em ninguém a salvo em um velho professor que ainda se recordava da luta do grande Ajax, faço-me ciente do porque os outros são os outros e a distância é maior que qualquer marco de estrada ou ampuleta. Foi por isso que até hoje amei de fato uma só mulher e tive tão poucos amigos, porque fitamos o horizonte em diferentos intuitos: um olha as ondas, o outro todo o mar, o outro, olha Deus. E é por isso que creio que não sei amar mais que um solitário ou que um ateu ama a divindade. É por isso que se me encontram, me encontram só caminhando pelos cantos. Admiro-os, admiro-os verdadeiramente, são maravilhas, pequenos traços da existência, infinitos aspectos de uma natureza a qual contemplo boquiaberto. Mas os amigos e os amores, sendo a paixão que nos liga... agora eu entendo das coisas.